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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Aula de Bateria 10

Capítulo 11: Toques Finais
Olá amigos bateras. Neste capítulo de encerramento de nosso curso estarei colocando aqui pontos fundamentais sobre alguns assuntos importantes para o aprendizado da Bateria. Preste bastante atenção e siga religiosamente essas dicas que serão vitais em seus estudos.

  • Afinação da Bateria
Quando você for afinar a sua bateria, confira se estão todos os parafusos em seus devidos lugares, após, aperte os parafusos ( em cruz ) do tambor que deseja afinar, depois bata de leve com a baqueta na borda deste parafuso, numa distância de 2cm a 4cm, depois vá apertando ou soltando os demais parafusos e repetindo este processo, o objetivo disto é deixar todos os parafusos com a mesma pressão, no mesmo instante, com o mesmo som entre eles.

Quando você for tocar em algum lugar aberto, ou em público, afine peça à peça do método mostrado acima, depois peça para alguém tocar o tambor da bateria que você afinou, e você deverá se locomover pelos diversos cantos onde conterão pessoas olhando-o tocar, o som deve estar "legível" e apresentável em todos os lugares, ou seja, o som não pode ser distorcido, nem alterado de volume ou até mesmo parecer que está mal afinado, caso você não consiga uma boa precisão de som, tente outra afinação, ou mude o seu kit de lugar (caso a bateria esteja microfonada, tente mudar a equalização). O mesmo serve para o estúdio na hora de uma gravação.

Não se preocupe em afiná-la com notas, como por exemplo: tom 1 em DÓ, tom 2 em MI e surdo em SOL. Estando do seu gosto é o que importa. Só o que você deve prestar atenção, é no tipo de som que você toca. Se for um rock, use uma afinação mais "pesada", com peles mais grossas, tipo a hidráulica, nos tambores. Na caixa, você pode colocar um aro de plástico para eliminar os harmônicos (aquele som de lata). Se for um reggae, use peles mais leves e afinação mais aguda, para imitar os sons de percussão que o estilo exige. Já o bumbo, é sempre interessante deixá-lo "seco" e com um certo "peso". Para isso, coloque uma almofada, cobertor ou um abafador apropriado para esse fim. Note que cada tipo de pele, abafador e até o local onde está a bateria muda o seu timbre. O básico de afinação você encontra no site na seção "conhecendo a bateria". Lembre-se que seu estilo de tocar é único, e que seu som também pode ser único.

  • Manutenção da Caixa
Aqui iremos fornecer algumas dicas sobre o que fazer para manter a caixa - que é o coração da bateria - sempre soando bem.
Ao efetuar a troca de peles, limpe os aros de afinação para eliminar os detritos que formam aquela "craca" - isto é, a mistura de pó de madeira de baquetas, poeira e gordura - que sempre fica grudada na parte interna dos mesmos, pois essa "craca" ajuda a "segurar" o som e contribui para a formação de pontos de ferrugem. Aproveite para limpar a rosca dos parafusos de afinação, para não forçar as buchas das canoas na hora de apertar. Limpe com cuidado as bordas do corpo da caixa de madeira com uma lixa bem fina de preferência já usada, para não deformar o corte em ângulo (bearing edge) e para um perfeito assentamento da pele - se a caixa for de metal, limpe apenas com um pano seco. Faça uma limpeza também no automático e lubrifique com vaselina as articulações, a fim de evitar desgaste e manter o seu acionamento macio.
Coloque as peles e procure apertar os parafusos por igual para não empenar os aros. A maneira correta de fazer isso é apertar "em cruz", pois quando alternarmos os lados, o aperto é feito de maneira mais uniforme. Para afinar, primeiramente pressione a pele com a mão em direção ao centro do tambor para que ela fique bem assentada nas bordas. Depois, procure bater a baqueta próximo a cada parafuso com a mesma intensidade e busque a mesma tonalidade em todos os pontos - para facilitar este processo, a Tama desenvolveu um aparelho chamado Tension Watch , que torna tudo bem mais fácil; com ele, costumo usar 85 na pele batedeira e 75 na de respostas ( esta afinação não é uma regra, mas apenas gosto pessoal ).
  • Colocação da esteira
Procure deixá-la bem no centro, mantendo a mesma distância nas laterais. Se você perceber que alguns bordões estão muito mais soltos que os outros, verifique o alinhamento das extremidades. Se as bordas da esteira estiverem paralelas e, mesmo assim, os bordões continuarem soltos, é porque a esteira "já era" e precisa ser trocada.
A regulagem é feita da seguinte forma.
- mais solta = mais som de esteira
- mais esticada = menos som de esteira
Se a caixa estiver produzindo harmônicos em excesso, experimente colocar um anel abafador ou mesmo um pedaço de fita adesiva na pele batedeira para diminuí-los. Se o amigo internauta preferir, existem algumas marcas fabricando peles de caixa com um anel abafador interno, que facilita bastante a nossa vida.
Como em música é fundamental experimentar, estas dicas são básicas. Partindo delas, já dá para você achar o seu próprio caminho. No mais, é tocar, tocar e tocar.
  • Velocidade ideal para praticar os rudimentos
É de voital importância começar devagar, num andamento confortável. Daí, gradativamente, aumentando a velocidade. Uma grande parte dos bateristas querem ser rápidos logo e se preocupam apenas com a velocidade. Mas não é bem assim que funciona. Bateria requer muita prática e disciplina. Não espere estar apto a tocar rápido antes de tocar devagar, porém corretamente.

  • Melhor bateria para um iniciante
Hoje em dia há uma gama enorme de instrumentos bons. Apenas alguns poucos fabricantes insistem em colocar no mercado umas tampas de panela e umas fórmicas mal coladas e chamá-las de bateria. Dentre as marcas "boas e baratas" estão a Turbo e a Peace. Mas lembre-se: você deve gastar tempo praticando, e não dinheiro colecionando instrumentos. O importante é que a bateria dê uma boa afinação e que as partes articuladas (pedal, máquina de chimbal) funcionem bem.

Leitura Musical
Para estudar teoria e leitura (partitura) seria interessante o acompanhamento de um professor, pelo menos no início. No momento em que você compreende os valores das figuras musicais e todos os símbolos contidos numa partitura, você já pode se "virar" sozinho(a). Use as partituras também, para fazer uma comparação com a música original. O lance é você fazer uma associação do que está escrito com o que você está ouvindo, mesmo que você entenda 5% da partitura. Com o tempo, conforme você vai aumentando seus conhecimentos, essa porcentagem vai aumentando para 10%, 15%, 20%, etc. Não faça nada correndo, mesmo que demore muito pra poder aprender a ler as partituras. Dê tempo ao tempo, pois a leitura de partituras é uma coisa bastante complicada mesmo.

Um grande abraço à todos, bom estudo

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